XLVI Congresso

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GIST ileal: um desafio diagnóstico no doente assintomático

Autores

Marília Ferreira, Gonçalo Salgueiro, António Magalhães, Diana Stoian, Jéssica Ricardo, Alberto Abreu da Silva, José Augusto Martins

Resumo Introdução

Os tumores do estroma gastrointestinal (GIST) são raros, representando <2% das neoplasias primárias do tubo digestivo, das quais os sarcomas constituem a fração maioritária. A localização no intestino delgado resulta frequentemente em apresentações inespecíficas com atraso no diagnóstico. Cerca de 60?70% dos casos apresentam mutação KIT no exão 11, associada a comportamento agressivo e boa resposta ao imatinib.

Resumo Métodos

Caso Clínico.

Resumo Resultados

Homem de 63 anos com quadro de dor abdominal e náuseas após realização de colonoscopia com polipectomia por rastreio do carcinoma colorectal. A TC da admissão evidenciou lesão hipogástrica, mais bem caracterizada por entero-RMN como lesão sólida bem delimitada de 4,6 cm, contígua a ansas de delgado. Submetido a enterectomia segmentar, com alta ao 6º dia de pós-operatório perante a ausência de intercorrências. A histologia revelou neoplasia mesenquimatosa sem infiltração da muscular própria e com margens cirúrgicas livres. A marcação imunohistoquímica positivou para CD117 e actina de músculo liso, confirmando o diagnóstico de GIST do íleon com moderada probabilidade de comportamento biológico agressivo. Perante a identificação de mutação KIT no exão 11, iniciou imatinib adjuvante.

Resumo Discussão

O caso descrito evidencia a dificuldade diagnóstica dos GIST ileais, frequentemente identificados como achados incidentais, hemorragia ou pelos sintomas compressivos associados. O estudo molecular é essencial para estratificação prognóstica e decisão terapêutica.

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