Endometriose retrorretal tratada pela via de Kraske: um desafio diagnóstico raro
Autores
Inês Mota Pinto, ULS-EDV, Santa Maria da Feira Catarina Henriques, ULS-EDV, Santa Maria da Feira Jorge Costa, ULS-EDV, Santa Maria da Feira Mário Nora, ULS-EDV, Santa Maria da Feira
Resumo Introdução
As lesões retrorretais são raras e dentro destas os ?tailgut cysts? são as mais frequentes.A classificação é variável podendo ser agrupadas em lesões congénitas,inflamatórias,neurogénicas,ósseas ou miscelâneas.Maioritariamente assintomáticas,podem causar dor local,alteração dos hábitos intestinais,sintomas genito-urinários.O tratamento é cirúrgico assumindo o risco de infecção ou malignidade ou a presença de sintomas,podendo ser dividido em anterior,posterior ou mista sendo esta decisão individualizada e dependente da localização,extensão,relação com estruturas adjacentes e determinada pela experiência do cirurgião.A via de Kraske é uma abordagem posterior transsagrada e é utilizada maioritariamente para lesões abaixo de S3 providenciando um acesso seguro ao espaço retrorretal.
Resumo Métodos
Mulher,39 anos,antecedentes de exérese de quisto sacrococcígeo.Referenciada para a consulta por dor pélvica,RMN a evidenciar lesão quística simples em localização retrorretal inferior a S3
Resumo Resultados
Submetida a exérese da lesão pela via de Kraske em Set/25.Internamento e restante pós operatório sem intercorrências.Histologicamente quisto endometrial,tendo a doente sido referenciada à consulta de Ginecologia.
Resumo Discussão
A abordagem de Kraske é uma opção segura para lesões retrorretais inferiores a S3 permitindo acesso seguro com exposição adequada.Reforça-se a importância de considerar patologia ginecológica no diagnóstico diferencial em mulheres jovens