Um achado da Pequena Cirurgia
Autores
Elisa Perestrelo, Helga Teixeira, Eva Santos, Lara Sá, Carolina Cardoso, Nádia Açafrão, Soraia Gonçalves, Manuel Gouveia, Sara Fernandes, Carmo Caldeira
Resumo Introdução
Carcinoma espino-celular é o segundo cancro da pele mais comum em caucasianos. Com cerca de 15.8 casos por 100000 pessoas, o fator de risco mais importante é a exposição crónica à radiação UV. Clinicamente, manifesta-se como uma lesão avermelhada escamosa que pode sangrar quando traumatizada, com o aspeto de verruga ou de feridas que não cicatrizam. Raramente são causa de mortalidade. A maioria tem tratamento cirúrgico através da excisão cirúrgica com margens de pele saudável ou pelo método de Mohs.
Resumo Métodos
Doente do sexo masculino de 64 anos, ex-fumador de 35 UMA sem outros antecedentes de relevo. Vem encaminhado à consulta de pequena cirurgia pelo Médico de família por uma lesão pré-esternal de crescimento rápido. Apresentava uma lesão com cerca de 4cm de diâmetro, exofítica, com ulceração central. Foi decidido realizar a sua excisão em regime de ambulatório.
Resumo Resultados
Foi realizada excisão da lesão com margem de 1cm de pele saudável e o seu encerramento com recurso à técnica de retalho romboide, que foi documentado por registro de imagem. No pós-operatório, foi drenado seroma da ferida cirúrgica, sem outras intercorrências (Clavien-Dindo I). A amostra histológica apresentava retalho de pele com neoplasia epidermoide invasiva com margens cirúrgicas livres - pT2 LV0 G2 R0.
Resumo Discussão
A maioria das recorrências locais ou metástases ocorrem num período de 5 anos, sendo recomendado uma vigilância durante esse período.