Outcomes Pós-operatórios de Doentes ?75 Anos Submetidos a Resseção Hepática: Comparação entre Abordagem Aberta e Minimamente Invasiva num Centro de Alto Volume (2021?2024)
Autores
Rita Frazão Lopes, Cláudia Fonseca, Catarina Cruz, Pedro Pina Vaz Rodrigues, Nádia Silva, Mafalda Sobral, Sílvia Silva, Raquel Mega, João Santos Coelho, Hugo Pinto Marques
Resumo Introdução
O número crescente de doentes com ?75 anos candidatos a resseção hepática reflete o envelhecimento populacional. Nesta população a menor reserva fisiológica e as comorbilidades tornam a cirurgia desafiante Este estudo compara outcomes de resseções hepáticas realizadas por via aberta (CVA) e minimamente invasiva (CMI) em doentes ?75 anos identificando fatores associados a pior prognóstico
Resumo Métodos
Análise retrospetiva das resseções hepáticas efetuadas num centro de alto volume entre 01/2021 e 12/2024, de todos os doentes com ?75 anos submetidos a resseção hepática
Resumo Resultados
Foram incluídos 236 doentes: 128(54,2%) submetidos a CMI e 108(45,8%) a CVA. A idade média foi 77,4 ± 2,9 anos, sem diferenças significativas entre grupos. A abordagem MI apresentou menor perda hemática(240 vs 510 mL; p<0,001), menor taxa de complicações global(23,4% vs 31,8%; p=0,006) e internamento reduzido(7 vs 11 dias; p<0,001). A taxa de complicações major foi inferior no grupo MI(11,1% vs 20,3%; p=0,04). A mortalidade a 90 dias não diferiu (p= 0,48). Não houve diferença nas taxas de resseção R0(94,1% MI vs 91,4% CA; p=0,42) Na análise multivariável, ASA ?3(p=0,002), resseção major ?3 segmentos( p<0,001), resseção por colangiocarcinoma ou neoplasia da vesícula(p=0,002) e abordagem aberta(p=0,028) foram fatores independentes de mau prognóstico
Resumo Discussão
Em doentes ?75 anos, a cirurgia minimamente invasiva é segura e associa-se a menor morbilidade, menor perda hemática e internamento reduzido, sem comprometer os outcomes oncológicos