XLVI Congresso

Consulta de Trabalho
Comunicação Oral

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Abordagem cirúrgica na ingestão de corpos estranhos: estudo retrospetivo de 13 anos com análise descritiva e estatística

Autores

André Bento; Catarina Figueira; Catarina Gomes; Estela Rino; Afonso Oliveira; Maria Inês Neves; Lígia Freire; Cisaltina Sobrinho; Rita Garrido

Resumo Introdução

A ingestão de corpos estranhos (CE) é rara mas grave podendo causar perfuração e peritonite Descrever características clínicas e fatores associados à abordagem cirúrgica e complicações

Resumo Métodos

Estudo retrospetivo unicêntrico entre 2012 e 2025 de intervenção cirúrgica por ingestão de CE, consoante abordagem abdominal (A) e transanal (T). Análise descritiva e no grupo A, testes univariados e regressão logística exploratória (p-value <0,05)

Resumo Resultados

Grupo abdominal (n=42): idade mediana 65 anos, tempo médio de internamento (TMI) 7 dias, complicações 26%, mortalidade 4,8%; maioria com perfuração (>70%), resseção intestinal em quase metade. Grupo transanal (n=5): idade mediana 60 anos, TMI 1 dia, sem complicações. Perfuração associou-se a maior tempo cirúrgico (p?0,019). IMC correlacionou-se com tempo cirúrgico (p?0,009), sugerindo impacto na duração operatória, embora sem significância após ajuste. Anticoagulação (AC) associou-se à escolha da via (p?0,0036), favorecendo laparoscopia, mas sem efeito em complicações. Fatores predisponentes e diverticulose não mostraram associação relevante

Resumo Discussão

Perfuração foi determinante para complexidade cirúrgica. Tendências sugerem influência do IMC e anticoagulação na estratégia operatória Abordagem transanal é segura para CE distais. Nos restantes casos, perfuração é determinante para complexidade. Estudos multicêntricos são necessários para confirmar estes achados

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