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Cirurgia Laparoscópica do Pâncreas: Experiência de 4 anos de um Centro Hospitalar

Autores

Pryangka Viana Martins, Joana Domingos, Inês Rosário, Diogo Silva, Luísa Frutuoso, Jessica Neves, Tiago Fonseca, Tiago Ferreira, Mário Nora

Resumo Introdução

A pancreatectomia distal laparoscópica tem vindo a afirmar-se como uma abordagem segura e eficaz em centros diferenciados, proporcionando menor morbilidade e melhor recuperação funcional no período pós-operatório. Objetivo: Avaliar os resultados clínicos e peri-operatórios de cirurgia pancreática por laparoscopia realizada num centro hospitalar entre 2022 e 2025.

Resumo Métodos

Estudo observacional retrospetivo com 16 doentes submetidos a pancreatectomia laparoscópica. Foram analisadas variáveis demográficas, indicação cirúrgica, técnica operatória, complicações, reintervenções, tempo de internamento e mortalidade aos 30 e 90 dias que foram comparados com benchmarks internacionais.

Resumo Resultados

A idade média foi de 62 anos, 57,1% do sexo feminino. As indicações cirúrgicas foram TNE, neoplasias císticas mucinosas, IPMN ou outras lesões císticas suspeitas, localizadas no corpo ou cauda do pâncreas. Foram realizadas 13 pancreatectomias distais e uma mesopancreatectomia. A preservação esplénica foi possível em 64,3%. A taxa de conversão de 6,25%. A fístula pancreática ocorreu em 57,1% dos casos (todas do tipo A). Houve um caso de reintervenção cirúrgica por perfuração gástrica iatrogénica. O tempo médio de internamento foi de 6 dias. Não se registou mortalidade aos 30 ou 90 dias.

Resumo Discussão

Os resultados obtidos são comparáveis aos benchmarks internacionais, no que respeita taxa de fístula pancreática, taxa de conversão e preservação esplénica, confirmando a segurança e eficácia da abordagem minimamente invasiva.

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