XLVI Congresso

Consulta de Trabalho
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Da Trombocitopenia À Quimioterapia: Esplenectomia Como Ponte Terapêutica No Carcinoma Da Mama Localmente Avançado.

Autores

Catarina Leonardo de Viveiros, Samuel Barros Silva, Marcelo José Costa, Rita Lages, Rui Neves.

Resumo Introdução

A trombocitopenia grave em contexto de hiperesplenismo pode inviabilizar terapêuticas oncológicas potencialmente curativas. A abordagem cirúrgica pode ser uma estratégia de otimização hematológica em doentes selecionados.

Resumo Métodos

O objetivo passa por descrever um caso de hiperesplenismo num diagnóstico inaugural de carcinoma da mama com indicação para quimioterapia (QT) primária. Apresentamos o caso de uma mulher, 53 anos, com antecedentes de trombose da veia porta e hiperesplenismo, com respetivo estudo de trombofilias negativo. A doente foi avaliada em consulta por carcinoma ductal invasor localmente avançado, HER2+, com metastização axilar homolateral. Pela trombocitopenia grave, a QT primária estava contraindicada. Após avaliação multidisciplinar, com administração de avatrombopag e vacinação protocolar, foi proposta esplenectomia.

Resumo Resultados

Submetida a esplenectomia laparotómica com colocação simultânea de cateter totalmente implantado, sem intercorrências. Observou-se recuperação hematológica compatível com o início de QT.

Resumo Discussão

AA esplenectomia pode ser crucial em citopenias secundárias que inviabilizam terapêuticas oncológicas. A ponderação entre risco cirúrgico e benefício sistémico deve ser criteriosa e multidisciplinar. Nesta caso, a cirurgia permitiu ultrapassar uma limitação hematológica crítica, possibilitando QT primária. Destaca-se o papel da cirurgia como ponte terapêutica e o impacto da coordenação entre especialidades para melhores outcomes.

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