GIST do Jejuno como Incidentaloma Durante Cirurgia Bariátrica: Relato de Caso e Discussão Clínica
Autores
Inês Ribeiro Mendonça, Marina Duarte, Pedro Mesquita, Beatriz Louro, Ana Rita Lourenço, Rita Gonçalves, Nicole Silva, Paula Sofia Coelho, Paulo Sintra
Resumo Introdução
Os tumores do estroma gastrointestinal (GIST) são raros, correspondendo a <5% dos tumores gastrointestinais. Podem surgir a vários níveis: estômago (60 a 70%) e intestino delgado (20 a 30%). A apresentação clínica é inespecífica e relacionada com complicações (obstrução e hemorragia). Habitualmente são assintomáticos e o seu diagnóstico incidental.
Resumo Métodos
Reporta-se o caso de uma doente do sexo feminino de 52 anos, com antecedentes de SAOS e obesidade grau II. Proposta para cirurgia eletiva: Bypass gástrico em Y de Roux. Intraoperatoriamente constatou-se uma lesão com 2cm de maior eixo ao nível da parede jejunal, a cerca de 15cm do ângulo de Treitz. Procedeu-se à excisão tangencial com endo-GIA 60mm.
Resumo Resultados
Enviado para anatomia patológica, compatível com GIST de baixo grau histológico (G1), classificado como pT1. Margens cirúrgicas R0.
Resumo Discussão
Os GIST pela sua apresentação clínica variável podem condicionar um diagnóstico tardio. Todos são considerados como potencialmente malignos. Neste caso, e atendendo às características da mesma, o diagnóstico poderia ter ocorrido tardiamente, com eventual progressão da doença neoplásica. A realização de ECDs seria dificultada, pois a alteração anatómica decorrente da cirurgia bariátrica comprometeria a deteção adequada da lesão. O tratamento cirúrgico, no estadio em que foi identificado, permitiu uma abordagem menos invasiva. A resseção cirurgica é o tratamento standard em GIST ressecáveis, sendo a terapia adjuvante utilizada apenas em tumores de alto risco.