XLVI Congresso

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Arterialização Venosa Híbrida No "Desert Foot": Um Caso De Salvamento Do Membro Em Doente Diabético.

Autores

Catarina Leonardo de Viveiros, Vânia Moreira, João Diogo Castro, Gabriela Correia, Sara Serra, Maria Jesus Dantas.

Resumo Introdução

Doentes diabéticos com isquemia crítica e desert foot carecem opções de revascularização e são frequentemente candidatos a amputação major. A arterialização venosa é uma alternativa, permitindo perfusão distal pela rede venosa, possibilitando cicatrização em casos não revascularizáveis, quando submetidos a técnicas híbridas e seguimento multidisciplinar.

Resumo Métodos

Homem de 70 anos, diabético. Internado por necrose do hálux, submetido a amputação aberta. Por falência de tentativas de revascularização - angioplastia da peroneal, do setor distal e retrógrada da tibial posterior - confirmou-se desert foot. Decidida arterialização venosa percutânea da veia tibial posterior, complicada com trombose de stent, exigindo trombectomia e angioplastias. Pela evolução desfavorável, decidida arterialização venosa híbrida dos eixos distais. Manteve vigilância estreita na consulta de Pé Diabético em hospitalização domiciliária, sob TPN e matriz dérmica. Ainda necessária amputação de D2 e angioplastia da veia safena arterializada.

Resumo Resultados

A arterialização venosa híbrida mostrou permeabilidade e melhoria progressiva da perfusão. A ferida evoluiu favoravelmente. Após 18 meses, com cicatrização completa, evitando amputação major.

Resumo Discussão

A arterialização venosa híbrida é uma opção em pés diabéticos não revascularizáveis. O sucesso exige seleção criteriosa, controlo da infeção, cuidados locais especializados e abordagem multidisciplinar. O desert foot não deve ser considerado contraindicação absoluta à revascularização.

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