Hérnia Spiegel: a experiência de 10 anos de um centro
Autores
Bárbara Santos, Catarina Santos, Pedro Almeida, Beatriz Mendes, Mariana Machado, Carolina Seco, Elizabeth Cruz, Antonio Rivero, Daniel Cartucho, Edgar Amorim Filiação: Serviço de Cirurgia II, ULS Algarve - Unidade de Portimão Autor correspondente: Bárbara Santos barbara.rbrsantos@gmail.com
Resumo Introdução
A hérnia de Spiegel (HS) é rara (1-2%) e é frequentemente subdiagnosticada. Várias técnicas cirúrgicas são descritas, mas com evidência limitada na complicação e recorrência Objetivo: Descrever a experiência na nossa ULS
Resumo Métodos
Estudo retrospetivo unicêntrico (10 anos). Inclusão: cirurgia por HS. Avaliadas variáveis demográficas e clínicas. Análise estatística: SPSS, utilizando testes Fisher e Mann?Whitney U
Resumo Resultados
N=23. Características da população na tabela 1 Cirurgia: Sem complicações intraoperatórias. Via de abordagem sem associação com cirurgia eletiva/urgente (p=0.55) ou tamanho do colo (p=0.41) Internamento: sem associação com eletiva/urgente (p=0.27) ou via (p=0.3) Complicações precoces: mais frequentes em cirurgia urgente (p=0.047). Sem associação com via (p=1), colo (p=0.2), conteúdo (p=0.48) ou sintoma (p=0.52) Complicações tardias: Sem dor crónica. Recorrência: 17.4%; sem relação com sintoma (p=0.97), colo (p=0.53), conteúdo (p=0.44), eletiva/urgente (p=0.022), via (p=0.41), posição da prótese (p=0.99), encerramento do orifício (p=0.46) ou complicação precoce (p=0.44)
Resumo Discussão
A cirurgia da HS é globalmente segura, havendo uma associação significativa da cirurgia urgente com complicações precoces Não se relacionou nenhum fator clínico ou técnico com a recorrência; interpretação condicionada pelo número limitado de casos e follow-up curto e heterogéneo. Este resultado reforça a necessidade de estudos de maior dimensão para clarificar fatores prognósticos e uniformizar a abordagem cirúrgica