XLVI Congresso

Consulta de Trabalho
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HÉRNIA PARAESOFÁGICA ENCARCERADA: UMA COMPLICAÇÃO DE CIRURGIA TORÁCICA?

Autores

José Pedro Fernandes; Cláudia Lima; Inês Arnaud; Fábio Viveiros; Nuno Gonçalves; Raquel Gomes; João Mendes; Jesús Ventura; Telma Rodrigues Brito; Licínio Rego

Resumo Introdução

As hérnias diafragmáticas correspondem a um quadro clínico potencialmente grave, caracterizado pela protrusão de órgãos abdominais através de um orifício no diafragma. Frequentemente congénitas ou associadas a trauma, podem ocorrer de forma espontânea ou secundárias a cirurgias prévias.

Resumo Métodos

Mulher, 55 anos, com antecedentes de lobectomia inferior esquerda por tumor pulmonar, recorre ao SU por toracalgia pleurítica e dispneia com cerca de 8h de evolução.

Resumo Resultados

Encontrava-se taquicárdica, com insuficiência respiratória, MV diminuído na base esquerda e desconforto à palpação epigástrica. Com elevação dos parâmetros inflamatórios e D-dímeros. AngioTC excluiu TEP e objetivou hérnia diafragmática encarcerada. Proposta laparotomia exploradora - grande curvatura gástrica encarcerada no hemitórax esquerdo com sinais de hipoperfusão, mas sem isquemia ou perfuração. Realizada redução herniária e encerramento primário do defeito ? dada melhoria da perfusão durante o procedimento, optou-se por atitude expectante e não realizar gastrectomia. Alta ao 9º dia pós-op, sem intercorrências.

Resumo Discussão

A hérnia diafragmática encarcerada, embora pouco comum, pode ser considerada no diagnóstico diferencial de doentes com toracalgia e dispneia, sobretudo com história de cirurgia torácica ou trauma. A angioTC foi decisiva na exclusão de TEP e na identificação da hérnia encarcerada. A cirurgia é o tratamento de eleição, de modo a prevenir complicações graves como estrangulamento ou eventual perfuração do órgão herniado.

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