Entre a Adrenalina e o Bisturi: O Desafio do Feocromocitoma
Autores
Rino, Estela1; Neves, Inês1; Zenóglio de Oliveira, Afonso1; Bento, André1; Gomes, Catarina1; Corrêa Figueira, Catarina1; Miranda, Pedro1; Sousa Fernandes, Mafalda1; Pereia, José António1; Garrido, Rita1 1Hospital Beatriz Ângelo - ULSLOD
Resumo Introdução
Os incidentalomas suprarrenais são lesões ?1cm identificadas fortuitamente em imagiologia não dirigida à glândula. A maioria são adenomas não funcionantes, mas podem surgir entidades menos comuns, como o feocromocitoma. Objetivo:Descrever um caso de feocromocitoma quístico diagnosticado incidentalmente
Resumo Métodos
Revisão retrospetiva de dados do processo clínico
Resumo Resultados
Mulher de 49anos, sem antecedentes de relevo, recorre ao serviço de urgência após traumatismo torácico com dispneia e dor na grelha costal esquerda. TC torácica revela incidentaloma suprarrenal direito de 7,9×8×7,3cm. TC toraco-abdomino-pélvica evidencia componente sólido periférico hipercaptante e área necrótica central. Diagnostica-se hipertensão arterial. Normetanefrina urinária de 1652µg/dia. Ressonância magnética e cintigrafia sugerem feocromocitoma sem extensão extra-adrenal. Submetida a adrenalectomia direita laparoscópica, sem intercorrências. Exame anatomopatológico revela neoplasia de 9cm, parcialmente quística, positiva para cromogranina A, sinaptofisina e S100, sem mitoses ou invasão vascular, compatível com feocromocitoma benigno com degenerescência quística
Resumo Discussão
O feocromocitoma é o tumor mais comum da medula adrenal, habitualmente secretor de catecolaminas. A variante quística (?3%) tem dimensões maiores, é hipossecretora e assintomática, dificultando o diagnóstico e abordagem. O feocromocitoma quístico é raro e frequentemente identificado como incidentaloma. O seu reconhecimento é essencial para uma terapêutica adequada