Endometriose torácica condicionando hidropneumotórax
Autores
Laura Calado Gomes1, António Duarte1, João Carapinha1, Tiago Tavares1, Jerónimo Domingos1, André Valente1, Débora Correia1, Elga Paixão1, Marta Lamas1, Rosário Eusébio1. Serviço de Cirurgia Geral, ULS da Arrábida, Setúbal, Portugal
Resumo Introdução
A endometriose afeta cerca de 10% das mulheres em idade fértil. A endometriose torácica é a forma mais comum de apresentação extra-abdominopélvica, afetando 1-2% das mulheres com endometriose. Apresentamos o caso de uma mulher de 26 anos com endometriose sistémica e suspeita de poliserosite, que recorreu ao Serviço de Urgência por dispneia. A doente apresentava já antecedentes de hemopneumotórax crónico, atribuído a endometriose torácica catamenial.
Resumo Métodos
Mulher de 26 anos, com quadro de dispneia. AP: endometriose sistémica; suspeita de poliserosite.
Resumo Resultados
Radiografia e tomografia computorizada do tórax revelaram um pulmão direito encarcerado e um grande hidropneumotórax, que foi drenado. A doente apresentava também ascite, que foi drenada juntamente com o hidropneumotórax através do dreno torácico inserido, devido à migração transdiafragmática de fluido através de fenestrações diafragmáticas, que permitiam a comunicação entre as cavidades peritoneal e pleural.
Resumo Discussão
Este caso ilustra a complexidade da endometriose sistémica e o impacto significativo que esta patologia pode ter para além da esfera ginecológica, evidenciando a natureza multidisciplinar da doença e reforçando a necessidade de uma abordagem holística em doentes com doenças complexas como a endometriose.