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Um bócio mergulhante com necessidade de reintervenção: abordagem torácica minimamente invasiva

Autores

Anjum Dhanani, Ana Rita Costa, João Maciel, Zenito Cruz, Paula Tavares, Hugo Pinto Marques, Paulo Calvinho, Carlota Miranda

Resumo Introdução

O bócio mergulhante é uma patologia que requer uma abordagem multidisciplinar para garantir um plano terapêutico individualizado. A excisão por cervicotomia é a via de abordagem de eleição, sendo eficaz em mais de 90% dos casos. Em casos selecionados pode ser necessária uma abordagem torácica para garantir uma excisão completa e segura.

Resumo Métodos

Apresenta-se o caso de uma doente de 32 anos com antecedentes de doença de Graves com bócio mergulhante, submetida a tiroidectomia total em 2013. Dez anos após a cirurgia, identificam-se incidentalmente dois nódulos mediastínicos de cerca de 4 x 3 cm sem sintomatologia compressiva associada. É colocada a hipótese de etiologia tiroideia corroborada por cintigrafia e PET FDG.

Resumo Resultados

Após discussão multidisciplinar, foi colocada indicação para tentativa de excisão por cervicotomia. Foi realizada a excisão de apenas um dos nódulos, tendo ficado com nódulo intra-torácico confirmado imagiologicamente. Após avaliação pela Cirurgia Torácica, a doente foi reintervencionada por robótica, tendo sido submetida a excisão do nódulo tiroideu remanescente. O pós-operatório decorreu sem intercorrências.

Resumo Discussão

Este caso clínico demonstra a complexidade cirúrgica associada ao bócio mergulhante. Perante as limitações da cervicotomia na excisão de nódulos tiroideus mergulhantes, a abordagem torácica assistida por robô é atualmente uma alternativa segura e benéfica para o doente.

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