Cirurgia de Tiróide. Resultados reais de um centro periférico - Uma reflexão.
Autores
Pedro Miguel Almeida(1), Bárbara Santos(1), Beatriz Mendes(1), Catarina Santos(1), Mariana Machado (1), Carolina Seco(1), Elizabeth Cruz(1), Diogo Veiga(1), Fernanda Bastos(1), Edgar Amorim(1) 1 ? Unidade Local de Saúde do Algarve ? Hospital de Portimão, Serviço de Cirurgia 2 Tipo de Apresentação ? comunicação oral Área científica ? Tiróide Autor Correspondente: Pedro Miguel Almeida Hospital: Unidade Local de Saúde do Algarve ? Hospital de Portimão Morada: ULSAlg ? Hospital de Portimão, Serviço de Cirurgia 2 - Sítio do Poço Seco, 8500-338 Portimão Serviço: Cirurgia 2 Telemóvel: 963167643 Email: pmcalmeida@hotmail.com
Resumo Introdução
O risco na cirurgia da tiroideia relaciona-se diretamente com a complexidade da patologia e inversamente com o volume do centro. Pretende descrever-se a atividade e resultados cirúrgicos.
Resumo Métodos
Estudo retrospetivo de doentes operados de fevereiro 2018 a outubro 2025. Análise demográfica, indicação cirúrgica, procedimento, histologia e complicações pós operatórias.
Resumo Resultados
Incluídos 313 doentes. A patologia benigna representou 48,5% das indicações, maioria bócio sintomático (38,3%) e doença maligna suspeita/confirmada a representar 51,5%. Realizadas 188 lobectomias e 125 tiroidectomias com taxa ajustada de lesão do nervo laríngeo recorrente (NLR) de 5,47%, permanente em 1,3%. Ocorreram 2 hematomas cervicais com necessidade de drenagem e 1 óbito. A histologia revelou patologia maligna em 33,5% dos doentes, a maioria carcinoma papilar (32,6%).
Resumo Discussão
A patologia maligna suspeita/confirmada foi a principal indicação cirúrgica. A taxa ajustada de lesão do NLR aproxima-se do descrito na bibliografia, sendo a maioria transitórias. O hematoma cervical agudo, foi a complicação mais severa. Apesar do baixo volume, os resultados estão a par com o descrito na literatura. A atual diminuição do volume, deriva da seleção mais criteriosa dos doentes e da utilização de técnicas percutâneas, nomeadamente nos bócios benignos. Esperamos que a manutenção de bons resultados, desenvolvimento de técnicas avançadas e maior proximidade com cuidados primários, aumentem o volume de referenciação e assim o volume cirúrgico.