PCR como factor preditor de ocorrências do local cirurgico após reconstrução complexa da parede abdominal
Autores
Catarina M. Guimarães1, Tatiana M. Marques 1, Diogo Melo Pinto1, Pedro Saraiva1, Joana Correia1 1. Unidade Local de Saúde de Matosinhos
Resumo Introdução
A morbilidade da cirurgia da parede abdominal tem vindo a diminuir, no entanto, as complicações relacionadas com o local cirúrgico ainda são frequentes. A sua associação a recidiva e os custos levam à necessidade de identificação de fatores preditores desta complicação. Avaliar o valor da proteína C reativa (PCR) como fator preditor de ocorrências do local cirúrgico (SSO) após um reconstrução da parede abdominal.
Resumo Métodos
Foram selecionados os doentes submetidos a reconstruções complexas da parede abdominal no período de 01/2022 a 07/2024. Os dados foram colhidos com base no processo clínico e analisados no SPSS 30.
Resumo Resultados
Foram realizadas 63 cirurgias. As mais realizadas foram a libertação do músculo transverso (TAR) (44,4%), seguida do Rives-Stoppa-Wantz (42,9%). A taxa de SSO foi de 25,4%, a de infeção (SSI) de 7,9% e a necessidade de intervenção (SSOPI) de 7,9%. Foi avaliada a PCR no 1º, 2º e 3º dia pós-operatório, com uma média de 74,15, 132,85 e 130,93 mg/L, respetivamente. Não foi estabelecida uma relação entre o valor da PCR e a presença de SSO, SSI ou SSOPI.
Resumo Discussão
Comparativamente a outras áreas da cirurgia em que existe uma relação bem definida entre um valor da PCR e o risco de complicações cirúrgicas, no atual estudo não foi encontrada esta relação entre o valor da PCR e as complicações. Com base neste estudo podemos concluir que a PCR não foi um bom preditor de SSO nos nossos doentes, sendo necessário adotar outras estratégias na Unidade para a identificação precoce destes doentes.