Quando uma espinha se atravessa
Autores
Autores: Sara Guedes, Carlos Oliveira, Luís Dinis, Rita Duque, Juliana Macedo, Bárbara Freire, Vânia Castro, Francisco Sampaio E-mail autor correspondente: sara.co.guedes@gmail.com ULS Médio Ave
Resumo Introdução
A espinha de peixe é um dos corpos estranhos ingeridos acidentalmente mais comuns. Em 1% dos casos irá provocar perfuração do trato gastrointestinal, com necessidade de intervenção cirúrgica.
Resumo Métodos
Revisão literária da patologia em causa e relato de um caso clínico, incluindo imagens e vídeo de meios complementares de diagnóstico e vídeo da intervenção cirúrgica.
Resumo Resultados
Caso clínico de mulher de 60 anos, sem antecedentes de relevo. Recorre ao SU por dor na fossa ilíaca direita, com 12 horas de evolução, que se iniciou na zona supraumbilical. Com náuseas, sem vómitos. Abdómen doloroso no quadrante inferior direito, com sinal de Blumberg positivo. Analiticamente, leucocitose 16,78x103/?L e proteína C reativa de 2,52 mg/dL. TC abdominopélvica descreve na fossa ilíaca direita, imagem hiperdensa linear no lúmen de uma ansa ileal, com cerca de 25mm, compatível com corpo estranho, referindo-se que parece ter uma das extremidades na espessura parietal, associada a discreta densificação da gordura adjacente. Submetida a laparoscopia exploradora, com extração de espinha perfurante ileal e enterorrafia do local de extração. Pós-operatório sem complicações, alta ao 3º dia.
Resumo Discussão
A clínica é determinada pela localização da perfuração, sendo a TC o método indicado para identificar corpos estranhos ingeridos e a cirurgia o tratamento de eleição. O diagnóstico e tratamento precoces desta patologia são essenciais para evitar morbilidade e mortalidade significativas.