XLVI Congresso

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Esplenose Intra Hepática: O Grande Imitador das Lesões Hepáticas

Autores

Cláudia Fonseca, Marta Moradias, Rita Lopes, Sofia Carrelha, Sílvia Silva, Raquel Mega, João Santos Coelho, Hugo Pinto Marques

Resumo Introdução

A esplenose define-se como a autotransplantação de tecido esplénico viável, para outras localizações anatómicas, na sequência de uma rutura traumática ou após esplenectomia. A esplenose intra hepática (EIH) é rara e o diagnóstico desafiante, com doentes frequentemente assintomáticos e achados imagiológicos que podem simular outras lesões hepática como: hepatocarcinoma (HCC), adenoma ou hiperplasia nodular focal. Descreve-se o caso clínico de um doente com EIH, pondo em evidência o desafio diagnostico.

Resumo Métodos

Apresenta-se o caso de um homem de 48 anos, com antecedentes de esplenectomia por via laparoscópica há 15 anos, em contexto de esferocitose hereditária; referenciado por nódulo hepático inespecífico em ecografia. Analiticamente com bilirrubina total 2,57mg/dL. A tomografia computorizada e a ressonância magnética abdominais evidenciaram um nódulo sólido sub capsular de 28 × 22mm, localizado nos segmentos IVa/II, associado a três formações nodulares peritoneais, levantando a hipótese diagnóstica de EIH versus HCC.

Resumo Resultados

Foi realizada Cintigrafia de eritrócitos marcados com tecnécio-99m, cujo resultado foi favorável ao diagnóstico de EIH. Dispensada biopsia, foi proposta vigilância, mantendo-se atualmente assintomático.

Resumo Discussão

A esplenose resulta da implantação e revascularização de fragmentos esplénicos em superfícies peritoneais após lesão ou cirurgia esplénica. São muitas vezes achados imagiológicos, no entanto o diagnóstico diferencial com outras lesões hepáticas deve ser considerado.

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