Resseção operatória do carcinoma do esófago: comparação entre técnicas quanto a morbimortalidade e sobrevivência a longo prazo
Autores
Ines Prior, Diogo Paula, Tiago Antunes, Bernardo Sampainho, Filintio Gunza, Pedro Serralheiro, Antonio Bernardes
Resumo Introdução
O objetivo deste trabalho é o de comparar a morbimortalidade pós-operatória por carcinoma do esófago com o tipo de técnica cirúrgica e a via de abordagem.
Resumo Métodos
Análise retrospetiva de 156 doentes submetidos a resseção de carcinoma do esófago entre 2016 e 2025. Foram analisadas as: vias de abordagem (VA) (aberta, laparoscópica e robótica); a técnica cirurgica (TC) (Esofagectomia de McKeown, Ivor Lewis) e morbimortalidade pós-operatória, a Sobrevivência Global (SG) e Sobrevida Livre de Doença (SLD).
Resumo Resultados
A via de abordagem e a técnica cirúrgica tiveram uma fraca correlação com a presença de Morbilidade no período pós-operatório. Nenhum destes parâmetros demonstrou diferenças estatisticamente significativas em relação à SG (TC com p= 0.927 e VA com p=0.308) ou à SLD ( VA p= 0.414 e TC p=0.480). No entanto, com análise das curvas de sobrevivência, observa-se uma sobrevivência cumulativa superior nos submetidos a Esofagectomia McKeown vs Esofagectomia de Ivor-Lewis após 80 meses, tal como sobrevivência cumulativa superior nos doentes submetidos a esofagectomia por laparoscopia vs via de abordagem aberta ou mistas
Resumo Discussão
As vias de abordagem estudadas oferecem resultados semelhantes. As diferentes técnicas cirúrgicas têm resultados comparáveis.