Cirurgia Síncrona robótica: um.novo gold standard?
Autores
Sara Oliveira, Sílvia Gomes da Silva, João Santos Coelho, Raquel Mega, Pedro Botelho, Susana Rodrigues, Maria Manuel Botelho, Isabel Paixão, Hugo Pinto Marques
Resumo Introdução
A resseção das metástases hepáticas melhora a sobrevivência nos doentes com carcinoma colo-retal. A abordagem cirúrgica síncrona, embora complexa, permite evitar múltiplas hospitalizações e possibilita uma intervenção curativa única em doentes bem selecionados. A cirurgia robótica síncrona combina os benefícios da cirurgia minimamente invasiva com a complexidade do procedimento, otimizando os resultados clínicos e oncológicos
Resumo Métodos
Foram analisados 61 doentes submetidos a cirurgia síncrona entre 2021 e 2025, destes, 8 foram operados por via robótica
Resumo Resultados
Ao longo de uma mediana de 35 meses foram realizadas 8 resseções hepáticas robóticas: 5 metastasectomias múltiplas e 3 lobectomias esquerdas associadas a 8 resseções colo-retais: 4 hemicolectomias direita, 3 sigmoidectomias e 1 resseção anterior do reto, sem necessidade de conversão. O tempo operatório médio nas cirurgias robóticas foi 460 minutos vs 305 minutos com perdas hemáticas estimadas de 250 vs 330 mL. A mediana de internamento foi 12 vs 16,5 dias. Não houve mortalidade e a morbilidade major nos doentes da cirurgia robótica foi 0% vs 6% nos restantes. A sobrevida a 3 anos nos doentes submetidos a cirurgia robótica vs aberta foi de 88% vs 69%.
Resumo Discussão
Na cirurgia hepática e colo-retal, a abordagem robótica tem ganho aceitação, oferecendo menor morbilidade pós-operatória sem comprometer os resultados oncológicos. Devido à sua complexidade, é essencial que esta técnica seja realizada em centros altamente especializados em ambas as áreas.