A diversidade da fístula colecistocólica - A propósito de 2 casos clínicos
Autores
Catarina Madeira dos Santos, Bárbara Santos, Pedro Almeida, Beatriz Mendes, Mariana Machado, Elizabeth Cruz, Carolina Seco, Antonio Rivero, Daniel Cartucho, Edgar Amorim Serviço Cirurgia II, Unidade Local de Saúde Algarve, Unidade de Portimão Autor correspondente: Catarina Madeira dos Santos, catarinasmdossantos@gmail.com
Resumo Introdução
A fístula colecistocólica, comunicação anómala entre vesícula biliar e cólon, surge como complicação tardia da colelitíase/colecistite crónica, ocorrendo especialmente em idosos e mulheres. A clínica é inespecífica identificando-se raramente em exames de imagem a presença de aerobilia. O diagnóstico é um desafio, com grande parte dos casos identificados durante a cirurgia, e a abordagem terapêutica adequada permanece dúbia. Objetivo apresentar 2 casos clínicos com repercussão clínica quase totalmente distintos.
Resumo Métodos
Revisão bibliográfica e casos clínicos
Resumo Resultados
Mulher 79 A, com vários internamentos por coledocolitíase (complicada com colangite pós-CPRE e abcesso hepático) num espaço de meses. Submetida a colecistectomia laparoscópica convertida por fístula colecistocólica. Em seguimento por dilatação residual da via biliar principal sem litíase evidente em CPRM, assintomática. Homem 73 A, dor abdominal com 1 mês associada à perda de peso e TC revela aerobilia na VBP. Internado com o diagnóstico de fístula colecistocólica, sob antibioterapia, com evolução favorável. Follow-up permanece assintomático, TC seguimento destaca manutenção de trajeto fistuloso. CPRM (6M depois) sem trajeto fistuloso ativo.
Resumo Discussão
Doentes com tratamentos distintos, um com história de patologia da VPB, múltiplos internamentos, exames de imagem e CPREs, com identificação de fistula na cirurgia e um segundo caso onde doente sem antecedentes de relevo é tratado de forma conservadora, com boa evolução clínica e imagiológica.