Fístula gastrocutânea pós ulcerorrafia complicada com reintervenção - a importância do corpo estranho
Autores
Bárbara Santos (1), Catarina Santos (1), Daniel Garrido (2), Pedro Almeida (1), Beatriz Mendes (1), Mariana Machado (1), Antonio Rivero (1), Daniel Cartucho (1), Edgar Amorim (1) 1 - Serviço de Cirurgia II, ULS Algarve - Unidade de Portimão 2 - Serviço de Medicina Interna 2, ULS Algarve - Unidade de Portimão Autor correspondente: Bárbara Santos barbara.rbrsantos@gmail.com
Resumo Introdução
A fístula gastrocutânea (FGC) é definida como um trajeto anómalo entre o estômago e a pele, complicação rara (~1%) das cirurgias gastrointestinais. A maioria é de origem iatrogénica, associada a deiscência de sutura ou falência da cicatrização. Objetivo: Descrever caso clínico de FGC pós-ulcerorrafia que complicou e discutir a abordagem terapêutica.
Resumo Métodos
Recolha de informação clínica relevante e consulta de literatura médica.
Resumo Resultados
Homem 76 anos, submetido a rafia e omentoplastia laparoscópica por perfuração de úlcera no antro gástrico, reoperado por laparotomia 3 dias depois por deiscência da sutura. Desenvolveu no domicílio FGC do antro ao flanco direito evidenciada em TC. Perante abcesso, tratado inicialmente de forma conservadora, com jejum, nutrição parentérica e antibioterapia. EDA mostra presença de fio de sutura retido na periferia do orifício fistuloso. Após seis semanas sem resolução e perante persistência de drenagem, foi submetido a antrectomia com reconstrução em Y de Roux, com evolução pós-operatória favorável e alta ao 10.º dia. Follow-up sem intercorrências
Resumo Discussão
A FGC é uma complicação rara e de difícil resolução. Embora o tratamento conservador seja a opção inicial, a persistência do trajeto fistuloso pode justificar abordagem cirúrgica definitiva. O diagnóstico precoce e a eventual objetivação da etiologia, com a otimização do estado nutricional e metabólico são determinantes para o sucesso terapêutico e a redução da morbilidade.