DNA tumoral circulante (ctDNA) pré e pós operatório como marcador de prognóstico em doentes submetidos a cirurgia por adenocarcinoma ductal do pâncreas - Uma revisão sistemática e meta-análise.
Autores
Mafalda S. Pinto; Filipe C. Borges; Miguel F. Borges; Ana A. João; Elsa Francisco; Marta Sousa; Vera Oliveira; José F. Cunha; Gil Gonçalves; Markus W. Büchler
Resumo Introdução
O adenocarcinoma ductal do pâncreas (ACDP) é uma das principais causas de morte por neoplasia na Europa. A sobrevida é baixa e as opções terapêuticas limitadas, sendo a cirurgia a única potencialmente curativa. No entanto, a recorrência é comum.
Resumo Métodos
Revisão sistemática e meta-análise de estudos identificados na Medline e Web of Science. Os outcomes primários foram sobrevida livre de doença (DFS) e sobrevida global (OS)
Resumo Resultados
Incluídos 18 estudos (965 doentes) na análise. A presença pré-operatória de ctDNA foi significativamente associada a menor DFS (HR: 2.08) e OS (HR: 2.31). A positividade pós-operatória de ctDNA também se correlacionou com menor DFS (HR: 3.29) e OS (HR: 3.42).
Resumo Discussão
A presença pré e pós-operatória de ctDNA revelou impacto prognóstico significativo em doentes com ACDP submetidos a cirurgia. Pela análise de subgrupos, verificou-se que, no contexto pré-operatório, a positividade do ctDNA pode identificar doentes com maior risco de recidiva, mesmo quando anatomicamente ressecáveis, podendo futuramente ajudar a selecionar quem poderá beneficiar de terapêutica neoadjuvante. Nos doentes que realizaram terapêutica neoadjuvante, o ctDNA pré-operatório manteve valor prognóstico, sugerindo utilidade como biomarcador de resposta e potencial orientador do timing cirúrgico. No contexto pós-operatório, a persistência de ctDNA sugere doença residual mínima, podendo servir como critério para orientar a necessidade e intensidade da terapêutica adjuvante