A importância da TAMIS na seleção de cirurgia colorretal radical a realizar
Autores
Mariana Miranda, Miguel Magalhães, Catarina Henriques, Patrícia Matos, Maria Leonor Matos, Sara Lourenço, Jorge Costa, Mário Nora
Resumo Introdução
A presença de lesões síncronas malignas do cólon e reto é rara, rondando os 1,5-8%. A resseção transanal por TAMIS constitui uma ferramenta minimamente invasiva de relevo na abordagem das lesões do reto distal, permitindo cirurgias mais poupadoras de órgão.
Resumo Métodos
Exposição de caso clínico.
Resumo Resultados
Sexo feminino, 69 anos. Antecedentes de apendicectomia laparoscópica. Em contexto de PSOF positiva, realizou EDB, com identificação de adenocarcinoma a 14cm da margem anal e uma lesão plana granular (IIa + Is) com 30 mm no reto distal, justa-linha pectínea. Identificou-se, também, lesão não passível de exérese endoscópica na VIC e múltiplos pólipos ao longo do cólon. TC TAP sem evidência de metastização à distância. RM pélvica do tumor do reto alto cT3cN1b EMVI+ CRM. Decidido biópsia excisional de lesão do reto distal por TAMIS, realizada em fev/25, confirmando adenoma tubulo-viloso com displasia de baixo grau. Realizou QT/RT seguida de QT (esquema TNT). Exames de re-estadiamento a evidenciar significativa resposta terapêutica. Submetida a proctocolectomia subtotal laparoscópica com poupança do resto distal em nov/25.
Resumo Discussão
Em situações com múltiplas lesões colorretais, a realização de TAMIS poderá permitir uma avaliação local e tratamento minimamente invasivo de lesões distais, por vezes esclarecendo a sua benignidade. Esta estratégia pode evitar resseções mais extensas e colostomias definitivas, favorecendo abordagens mais conservadoras e uma melhoria significativa da qualidade de vida.