5 Anos de cirurgia hepática robótica: o enquadramento na MILS de um centro de referência
Autores
Francisco Centeno Lima, Pedro Custódio, Nádia Silva, Mafalda Sobral, Sílvia Silva, Sofia Carrelha, Jorge Lamelas, Raquel Mega, João Santos Coelho, Hugo Pinto Marques
Resumo Introdução
A cirurgia hepática minimamente invasiva (MILS) evoluiu com a introdução da robótica, permitindo maior precisão e expansão de indicações. Este estudo analisa a experiência institucional de cinco anos.
Resumo Métodos
Estudo retrospetivo e unicêntrico incluindo cirurgias realizadas entre Outubro/19 e Dezembro/24. Além dos dados clínico-patológicos foi avaliada a classificação de complexidade segundo IWATE. A análise estatística foi efetuada em SPSS.
Resumo Resultados
No período do estudo foram realizadas 567 cirurgias (441 (71.8%) robóticas e 126 (22,2%) laparoscópicas). A adoção da robótica foi progressiva (139 (97%) resseções em 2024), tendo sido realizadas mais resseções major (132 (30%) vs. 18 (15%); p=0,001) e de maior complexidade (IWATE score Advanced+Expert 60.6% (235) vs. 37.6% (32); p=0,001). A via robótica tratou mais patologia maligna (315 (71%) vs. 61 (51%); p<0,001). A mediana de perdas hemáticas (100mL), o tempo de internamento (5 dias) e a necessidade de conversão (10 vs. 3; p=0,858) foram semelhantes. O tempo operatório foi maior na robótica (266 vs. 186 min; p<0,001) e a mortalidade a 90 dias manteve-se equivalente (6 (1.4%) vs. 1 (0.8%) p=0,650).
Resumo Discussão
A via robótica consolidou-se como via predominante neste centro, permitindo oferecer MILS a um maior grupo de doentes. Foi aplicada a casos mais complexos e sobretudo a patologia maligna. Estudos prospetivos multicêntricos ajustados por complexidade serão essenciais para definir o seu impacto a longo prazo.