PORQUE OS AZARES NÃO ACONTECEM SÓ AOS OUTROS - A IMPORTÂNCIA DO TREINO DE SITUAÇÕES NÃO PLANEADAS
Autores
Beatriz Silva Mendes1,2, Paula Machado 3, Manuela Barata 3, Isabel Marques 3, Filipe Anes 3, Rafaela Silva 4, Sofia Pina1,2, Juan Rachadell1,2, Miguel Cunha1,2, Edgar Amorim1,2 1-Grupo De Cirurgia Colorretal, Hospital De Portimão, Unidade Local De Saúde Do Algarve 2-Serviço De Cirurgia 2, Hospital De Portimão, Unidade Local De Saúde Do Algarve 3-Bloco operatório central, Hospital De Portimão, Unidade Local De Saúde Do Algarve 4-Serviço de Anestesiologia, Hospital De Portimão, Unidade Local De Saúde Do Algarve Autor correspondente: Beatriz Silva Mendes, smendes.beatriz@gmail.com
Resumo Introdução
Durante uma cirurgia robótica, tal como em qualquer procedimento no bloco operatório, podem ocorrer eventos adversos inesperados, incluindo falhas energéticas ou incêndios. Nestes contextos, a resposta rápida e coordenada da equipa é decisiva para garantir a segurança do doente.
Resumo Métodos
A plataforma robótica HUGO RAS dispõe de um sistema de backup de aproximadamente 5`, período no qual os instrumentos devem ser removidos para evitar a necessidade de desmontagem manual dos braços.
Resumo Resultados
Relata-se um caso real de falha energética súbita durante uma hemicolectomia direita robótica. Um apagão generalizado na Península Ibérica e a falência simultânea dos geradores internos impediram a continuação do procedimento previsto. Face ao tempo limitado das baterias de reserva, optou-se por conversão imediata. A desdockagem dos braços foi concluída em 42`` e o encerramento da parede abdominal realizou-se recorrendo ao apoio de lanternas portáteis. O doente teve alta ao 6º dia pós-operatório.
Resumo Discussão
A cirurgia robótica não está imune a eventos inesperados, como falhas técnicas ou energéticas. O treino e certificação prévia são essenciais para atuação em casos de emergência. No caso falha energética, se não ocorrer uma desdockagem atempada, poderá ser necessária a desmontagem mecânica manual dos braços. Porque os "azares" não acontecem só aos outros, o treino estruturado das equipas cirúrgicas para cenários inesperados é fundamental, permitindo respostas rápidas e eficazes, garantindo a segurança do doente.