Perfuração de divertículo duodenal
Autores
Beatriz Neves, João Amaral, Alexandra Cabeleira
Resumo Introdução
As perfurações duodenais devem-se, sobretudo, a úlceras pépticas, iatrogenia, trauma, neoplasias ou diverticulite. A perfuração de um divertículo duodenal pode resultar de aumento da pressão intraluminal, seja por presença de corpo estranho ou processo inflamatório.
Resumo Métodos
Foram analisados registos clínicos e fotografias intraoperatórias.
Resumo Resultados
Homem, 44 anos, saudável, fumador, recorreu ao serviço de urgência por dor epigástrica e vómitos após refeição. A tomografia computorizada revelou gás livre no retroperitoneu adjacente à segunda porção do duodeno (D2), sugerindo perfuração de úlcera. Na gasimetria, apresentava lactatos de 2,90 mmol/L. Submetido a laparotomia exploradora, identificou-se perfuração contida de divertículo posterior do D2. Procedeu-se a diverticulectomia, drenagem periduodenal e colocação de sonda nasojejunal. O doente permaneceu oito dias em Unidade de Cuidados Intensivos e teve alta ao 16.º dia pós-operatório, tolerando dieta oral e com trânsito intestinal mantido.
Resumo Discussão
O tratamento das perfurações duodenais depende da localização e extensão da lesão, bem como da estabilidade clínica do doente. A cirurgia está indicada perante peritonite generalizada, sépsis ou insucesso da terapêutica conservadora. No caso apresentado, a presença de sépsis abdominal motivou abordagem cirúrgica, com diverticulectomia e drenagem periduodenal. O reconhecimento precoce da perfuração duodenal é crucial para estabilização do doente e definição da terapêutica adequada.