Complicação rara da diverticulite: relato de caso de fístulas enterocutânea e retossigmoideia concomitantes e revisão da evidência
Autores
Rúben Machacás, Marisa Ferreira, Rita Banza, Sandra Amado, Miguel Coelho
Resumo Introdução
A fístula enterocutânea e retossigmoideia são complicações raras da diverticulite aguda. A sua raridade desafia o diagnóstico e tratamento.
Resumo Métodos
Para a revisão da literatura, foi realizada uma pesquisa nas bases PubMed e Embase, utilizando os termos "diverticulitis", "enterocutaneous fistula", "rectosigmoid fistula", "complicated diverticulitis" e "fistulizing diverticulitis". Incluídos artigos originais, revisões narrativas, estudos multicêntricos e guidelines, publicados em inglês nos últimos 10 anos. Apresenta-se caso de homem de 66 anos, com tendência obstipante com um ano de evolução e drenagem perianal purulenta de duas semanas. Ao exame físico, identificado orifício externo perianal. Os exames imagiológicos confirmaram diverticulite sigmóidea complicada por fístula entre sigmoide e reto, com exteriorização perianal.
Resumo Resultados
Submetido a resseção anterior do reto laparoscópica e curetagem de fístula retocutânea. Teve alta ao 5º dia de pós-operatório. Em consulta de follow-up, com trânsito intestinal mantido e encerramento total de orifício externo.
Resumo Discussão
A resseção do segmento acometido é o tratamento de eleição para a fístula retossigmoideia decorrente de diverticulite, tal como da fístula enterocutânea. A curetagem ou excisão de trajetos enterocutâneos existentes pode complementar a resseção em casos selecionados, embora não tenha indicação formal. A raridade de casos publicados contribui para a inexistência de técnica padronizada para abordagem das fístulas enterocutâneas.