Mais Baço que Barriga - Linfoma B Esplénico da Zona Marginal
Autores
Tiago Simões Sá, José Paulo Couto, João Mendes, Inês Arnaud, Cláudia Lima, Fábio Viveiros, Nuno Gonçalves, Raquel Gomes, José Pedro Fernandes, Diana Gomes, Aires Martins, Licínio Rego
Resumo Introdução
O linfoma de zona marginal esplénico (LZME) é uma neoplasia maligna rara de células B, classificada como um subtipo de linfoma indolente. Representa cerca de 1-2% dos linfomas não Hodgkin sendo mais comum em adultos > 60 anos. A apresentação clínica típica inclui esplenomegalia, citopenias e linfocitose, sendo incomum o atingimento de gânglios periféricos. Atualmente, nos doentes sintomáticos, o tratamento inicial realiza-se com Rituximab, com ou sem quimioterapia. Atualmente a esplenectomia realiza-se apenas nos casos com esplenomegalias sintomáticas, citopenias graves relacionadas ao hiperesplenismo ou resistência/intolerância ao tratamento médico.
Resumo Métodos
Sexo masculino, 65 anos. Recorreu ao SU em 2022 por dor no QSE do abdómen. Sem outras queixas associadas.
Resumo Resultados
Ao EO, no SU, com esplenomegalia. Analiticamente com linfocitose, monocitose, trombocitopenia. Realizou-se TC-AP que evidenciava esplenomegalia homogénea com o baço a medir 20,7cm de diâmetro bipolar, condicionando compressão gástrica. Realizou biópsia de MO que demonstrou medula óssea hipoplásica. Iniciou tratamento médico com Rituximab e posteriormente com R-CHOP. Por manter progressão da esplenomegalia e das citopenias foi proposta esplenectomia. A histologia da peça confirmou tratar-se de um LZME.
Resumo Discussão
Este caso pretende relembrar que doenças hematológicas, tal como o linfoma, também poderão ser causa de esplenomegalias e que a esplenectomia continua a ser uma abordagem útil no tratamento destes doentes.