XLVI Congresso

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Neoplasia Ulcerada da Mama - Quando o Rastreio Falha

Autores

Tiago Simões Sá, José Paulo Couto, João Mendes, Inês Arnaud, Cláudia Lima, Fábio Viveiros, Nuno Gonçalves, Raquel Gomes, José Pedro Fernandes, Diana Gomes, Licínio Rego

Resumo Introdução

A neoplasia da mama é a neoplasia mais comum nas mulheres representando cerca de 30% das neoplasias no sexo feminino. A maioria dos casos é esporádico, contudo, cerca de 5 a 10% associam-se aos genes BRCA1/BRCA2. Vários programas de rastreio foram implementados mundialmente com o objetivo de estabelecer diagnósticos precoces. Todavia, estudos mostram que a prevalência de neoplasias da mama ulceradas na apresentação primária ronda os 6-15%.

Resumo Métodos

Sexo feminino, 51 anos. Recorreu ao SU por hemorragia e exsudação purulenta da mama esquerda de difícil controlo. Refere nódulo na mama esquerda desde há dois anos.

Resumo Resultados

Ao EO com lesão ulcerada da mama esquerda com destruição quase total da anatomia da mama. Analiticamente, no SU, com anemia e aumento dos parâmetros inflamatórios. Realizou TC-TAP que evidenciava neoplasia ulcerada da mama esquerda com cerca de 10 cm de diâmetro e pequenas adenopatias na axila esquerda. Sem sinais de doença secundária à distância. A histologia demonstrou tratar-se de um carcinoma invasor, G3, Luminal B. Realizou RT hemostática seguida de 5 ciclos de Goserrelina + Anastrazol + Ribociclib e, posteriormente, Paclitaxel. 6 meses após repetiu TC-TAP que demonstrava envolvimento ganglionar axilar e supraclavicular à esquerda e múltiplos nódulos pulmonares compatíveis com disseminação hematogénica.

Resumo Discussão

Este caso relembra a importância da atualização constante dos programas de rastreio e do aumento da sua divulgação para um diagnóstico precoce da neoplasia da mama.

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