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Anastomose intracorpórea versus extracorpórea na hemicolectomia direita laparoscópica: um estudo retrospetivo

Autores

Madalena Trindade, Raquel Marques, Maria João Lima, Filipa Santos, Sandra Carlos, Rui Cardoso, Pedro Moniz Pereira, João Corte Real, Carlos Luz

Resumo Introdução

A cirurgia laparoscópica associa-se a uma recuperação mais rápida, com menos complicações no pós-operatório. No entanto, não há consenso quanto à realização de anastomose intra- ou extracorpórea na hemicolectomia direita via laparoscópica (HDVL).

Resumo Métodos

Estudo retrospetivo de 120 doentes oncológicos consecutivos, submetidos a HDVL, entre Junho de 2019 e Agosto de 2024. O objetivo é avaliar as diferenças no pós-operatório dos doentes submetidos a HDVL com anastomose intracorporea (AI) e extracorpórea (AE).

Resumo Resultados

Foram submetidos a HDVL 120 doentes: 87 com AI e 33 com AE. O grupo AI eram 46 mulheres, com 75 anos de idade média. Internamento médio 5 dias. 73 doentes (84%) tiveram uma anastomose reforçada com 2 camadas. Registaram-se 15 doentes com complicações pos-operatórias (PO): 5 lesões renais agudas, 1 infeção urinária, 3 hematoquezias e 6 ileus paralíticos. 1 doente com deiscência de anastomose, submetido a ileostomia terminal. No grupo AE (33 doentes): 19 homens, 74 anos de idade média. Internamento médio 6 dias. 16 doentes com complicações PO: 3 lesões renais agudas, 2 ileus, 3 infeções local cirúrgico, 10 doentes com hematoquezias (1 tratado endoscopicamente). 1 doente foi reoperado no pós-operatório imediato por hemoperitoneu.

Resumo Discussão

O grupo dos doentes submetidos a AE apresentou mais complicações, sendo as mais frequentes de causa hemorrágica, por uma maior tração dos tecidos. O grupo de doentes submetidos a AI teve menos complicações que o grupo da AE (16% vs 48%).

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