Gestão de Doença Hemorroidária num Hospital Distrital
Autores
Andreia Branco Pereira, Beatriz Cordeiro, Cristina Costa, Filipa Costa Pinto, Guilherme Fialho, Guilherme Serafim Santos, Natacha Andrade, Nuno Pratas, Pedro Cerqueira Pinto, Hugo Capote
Resumo Introdução
A doença hemorroidária (DH) é uma patologia frequente, tendo um impacto socioeconómico relevante. A elevada incidência motivou o desenvolvimento de múltiplas terapêuticas. A hemorroidectomia (HT) convencional continua a ser a opção cirúrgica mais utilizada. Como alternativa, surgiram recentemente várias técnicas não excisionais, como a hemorroidoplastia por laser (LHP)
Resumo Métodos
Estudo retrospetivo incluindo todos os doentes submetidos a tratamento cirúrgico entre janeiro/2021 e junho/2025. Analisaram-se dados demográficos, técnica empregue e complicações
Resumo Resultados
Foram incluídos 103 doentes, sendo que 55% eram do sexo masculino e com idade média de 50 anos. Relativamente à classificação da doença, 74% apresentavam graus III?IV. Analisando as técnicas cirúrgicas utilizadas, verificou-se que em 72% dos casos se realizou LHP, 16,5% HT convencional, 10,5% HAL/HAL-RAR e 1% não classificado. Relativamente a LHP, sabe-se que a energia média utilizada foi de 185J por pedículo. Subdividindo a população conforme a classificação, verificou-se que nos graus II?III predominaram técnicas minimamente invasivas, enquanto nos graus IV houve maior recurso a técnicas excisionais. A taxa de recidiva global foi de 11,7% e a taxa de recidiva especifica para a LHP foi de 8%.
Resumo Discussão
Os resultados refletem a tendência crescente para o uso de técnicas menos invasivas. A LHP mostrou ampla aplicabilidade e foi maioritariamente utilizada em graus II?III, enquanto nos graus IV se verificou maior necessidade de técnicas excisionais.