Experiência institucional com TAMIS na excisão de lesões retais: série de 2015?2024
Autores
Pedro Cerqueira Pinto, Andreia Branco Pereira, Filipa Costa Pinto, Beatriz Cordeiro, Natacha Andrade, Guilherme Santos, Cristina Costa, Guilherme Fialho, Hugo Capote
Resumo Introdução
A cirurgia transanal minimamente invasiva (TAMIS) é uma técnica eficaz para excisão local de lesões retais selecionadas. Apresentamos a experiência institucional entre 2015?2024, com os objetivos de caracterizar indicações, achados anatomopatológicos, complicações e resultados oncológicos dos doentes submetidos a esta técnica.
Resumo Métodos
Estudo retrospectivo incluindo todos os doentes operados por TAMIS (n=30). Recolheram-se dados demográficos, histologia, margens de resseção, complicações, recidiva local e seguimento. Observou-se ausência de dados entre 2019?2022. Compararam-se tumores ?T1 com T2 de forma exclusivamente descritiva.
Resumo Resultados
Incluídos 30 doentes (57% homens; idade média 70 anos). As lesões eram pré-malignas em 63% e malignas em 33%. A histologia final revelou 13 adenocarcinomas, 11 adenomas, 2 adenocarcinomas in situ, 1 tumor neuroendócrino e 3 respostas patológicas completas após neoadjuvância. Registaram-se quatro complicações: um choque hemorrágico que culminou no óbito do paciente, uma revisão de hemostase e duas perfurações iatrogénicas com necessidade de rafia. Entre 19 doentes com margens registadas, a resseção foi R0 em 84,2% e R1 em 15,8%. Houve 4 recidivas locais (13%). Nos 23 doentes com estádio T definido (13 ?T1; 10 T2), observaram-se R0 em 75% dos ?T1 e 100% dos T2, sem recidivas nos T2.
Resumo Discussão
A TAMIS mostrou-se segura e reprodutível num hospital distrital, com um número reduzido de casos, embora condicionada pelo hiato 2019?2022.