Politrauma por arma de fogo - um caso clínico
Autores
Catarina Cruz (1); Cláudia Fonseca (2); Rita Frazão Lopes (3); Sofia Carrelha (4); Luís Moniz (5); Hugo Pinto Marques (6)
Resumo Introdução
As lesões por arma de fogo constituem uma emergência cirúrgica e a abordagem inicial deve ser rápida e multidisciplinar.
Resumo Métodos
Doente com 18 anos foi admitido após agressão por arma de fogo, com três portas de entrada. À observação inicial encontrava-se hemodinamicamente estável, com abdómen doloroso e com porta de entrada do projétil no epigastro. Dos exames realizados a cabeceira destacamos a radiografia abdominal com projétil na cavidade pélvica e Ecofast negativa; A TC-TAP descrevia laceração hepática, perfuração da vesícula biliar, perfuração gástrica e duodenal (3ª porção), várias perfurações ileais e cólon direito, contusão pancreática e hemoperitoneu, com projétil junto ao recto.
Resumo Resultados
O doente foi submetido a laparotomia exploradora, onde se realizou: resseção segmentar de delgado com anastomose duodenojejunal manual, colecistectomia e rafia da perfuração anterior do recto. No 3.º dia pós-operatório, por persistência de pneumoperitoneu, foi necessária re-laparotomia, identificando-se a porta de entrada na face anterior e uma perfuração posterior do estômago. Foi realizada rafia da lesão anterior e gastrectomia atípica da perfuração posterior O período pós-operatório decorreu sem outras intercorrências.
Resumo Discussão
Este caso evidencia a complexidade do trauma abdominal por arma de fogo e a importância de uma abordagem multidisciplinar, intervenção cirúrgica precoce e vigilância pós-operatória rigorosa.