Conversão de Sleeve para Bypass Gástrico em Y-de-Roux com Antrectomia: um caso de refluxo grave e atrofia glandular do antro gástrico
Autores
Anjum Dhanani, Celso Nabais, Nuno Borges, Leonor Manaças, Hugo Pinto Marques
Resumo Introdução
Doente do sexo feminino, 62 anos, com antecedentes de obesidade, hipertensão arterial e dislipidémia. Submetida a sleeve gástrico em 2014 (IMC 35,9 Kg/m²), sem intercorrências. Perda de peso total de 11,8% aos 9 anos (31% aos 3 anos), altura em que retorna à consulta com queixas de refluxo gastro-esofágico (RGE) grave documentado por pHmetria e manometria, sem evidência de hérnia do hiato. Fez endoscopia sem evidência de esofagite e com biópsias do antro concordantes com atrofia glandular.
Resumo Métodos
Descrever a decisão clínica e cirúrgica, bem como o procedimento realizado e a evolução pós-operatória.
Resumo Resultados
Após discussão multidisciplinar, optou-se pela realização de bypass gástrico em Y-de-Roux para tratamento do RGE complementado por antrectomia. Após lise laboriosa de aderências, procedeu-se a antrectomia, gastrojejunostomia e jejunojejunostomia considerando uma ansa biliopancreática de 150 cm e alimentar de 100 cm. O pós-operatório decorreu sem intercorrências, tendo tido alta ao 4º dia pós-operatório.
Resumo Discussão
Embora seja considerado o tratamento mais eficaz para o RGE em doentes com sleeve, o bypass gástrico em Y-de-Roux impede a vigilância endoscópica do antro gástrico. A atrofia glandular é uma lesão precursora de metaplasia intestinal e possíveis alterações displásicas. Assim sendo, a antrectomia complementar ao bypass gástrico em Y-de-Roux permite prevenir a progressão de lesões existentes no antro, mantendo ainda assim um elevado perfil de segurança.