O Dia em que o Baço disse: Cansei
Autores
Miguel Trigo Silvestre, Patrícia Amaral, Andreia Salgadinho
Resumo Introdução
A rotura esplénica espontânea é rara, tendo como mecanismos mais prováveis: vasculares, microtrauma, idiopático. As causas mais frequentes são: neoplásica, infecciosa/inflamatória, hematológica, farmacológica ou mecânica. A TC AP com contraste é a essencial se possível, sendo a laparotomia exploradora da urgência a melhor escolha em doentes hemodinamicamente instáveis
Resumo Métodos
Consulta registos clínicos, exames de imagem e autorização da Doente.
Resumo Resultados
Mulher de 61 anos, autónoma/ECOG-PS 0, fumadora, com linfoma não-Hodgkin B difuso de grandes células da nasofaringe, estadio IE. Em 7º dia de Internamento para terapêutica sistémica inicia dor abdominal súbita e intensa após ida ao WC, com dor generalizada com defesa e reação peritoneal. Realizou TC AP: volumoso hematoma subcapsular esplénico, 16x12x4cm, em relação com hemorragia ativa. Iniciou quadro de instabilidade hemodinâmica com necessidade de suporte vasopressor e hemoderivados . Realizou laparotomia exploradora com esplenectomia total. Pós operatório incluiu UCI, sem intercorrências. Cumpriu profilaxia imunológica e antibiótica. Histologicamente sem tecido neoplásico, apenas congestão vascular e hemorragia. Completou o esquema de tratamento, sem recidiva.
Resumo Discussão
A abordagem ao doente cirúrgico instável e grave deve ser rápida. São descritos casos de cirurgia minimamente invasiva para doentes estabilizados: angioembolização seletiva, laparoscopia com esplenectomia total/parcial, esplenorrafia ou aplicação de agentes hemostáticos locais