Uma Recidiva Incomum: A Recidiva Cutânea de um Colangiocarcinoma
Autores
Pedro Manuel Pinto, Pedro Oliveira, Marco Serôdio, José Guilherme Tralhão
Resumo Introdução
As recidivas cutâneas de colangiocarcinoma são uma ocorrência rara, representando apenas 2.8-5.5% das metástases à distância. A sua apresentação como nódulo subcutâneo pode mimetizar neoplasias cutâneas primárias, como o carcinoma espinhocelular (CEC)
Resumo Métodos
Relato de caso de uma recidiva metastática cutânea de colangiocarcinoma, inicialmente diagnosticada como CEC, num doente com historial de ressecção curativa
Resumo Resultados
Apresenta-se o caso de um homem de 71 anos submetido a duodenopancreatectomia céfálica por colangiocarcinoma (estadio IIIA) há três anos, sem quimioterapia adjuvante devido a comorbilidades. Foi observado por um nódulo doloroso no flanco direito, suspeito clinicamente de CEC, e submetido a excisão cirúrgica com análise anátomo-patológica. O exame histológico revelou um tumor maligno epitelial infiltrante, com perfil imunofenotípico compatível com metástase de colangiocarcinoma. O estudo de imagiologia subsequentemente identificou doença metastática hepática
Resumo Discussão
Este caso salienta a raridade das metástases cutâneas de colangiocarcinoma e a sua capacidade de simular lesões primárias da pele. Em doentes com historial oncológico, é crucial incluir metástases no diagnóstico diferencial de nódulos cutâneos. A imuno-histoquímica é fundamental para o diagnóstico definitivo, orientando a terapêutica, que, neste cenário de recidiva metastática, é paliativo