ADENOCARCINOMA E GIST GÁSTRICOS SÍNCRONOS: IMPLICAÇÕES TERAPÊUTICAS
Autores
Tatiana Brito Neves 1, Adriana Ferreira 2, Raquel Saraiva 2, Rita Tomás 2 1- Serviço de Cirurgia Geral da ULS Castelo Branco 2- Serviço de Cirurgia Geral do Instituto Português de Oncologia de Coimbra
Resumo Introdução
O GIST gástrico representa menos de 1% das neoplasias gastrointestinais, sendo, contudo, a neoplasia mesenquimatosa mais comum do trato digestivo. Embora o adenocarcinoma corresponda a 95% das neoplasias malignas do estômago, a ocorrência síncrona de ambas é extremamente rara.
Resumo Métodos
Descrição de caso clínico e revisão da literatura.
Resumo Resultados
Doente de 85 anos, observada por anemia sintomática. A endoscopia digestiva alta evidenciou uma deformação do fundo gástrico, sugestiva de compressão extrínseca e uma lesão pseudonodular ulcerada de 5cm, na face anterior do corpo, cuja histologia confirmou adenocarcinoma com padrão intestinal. O estudo imagiológico identificou uma lesão expansiva polipoide e heterogénea (10x10x11cm), na grande curvatura, na transição fundo-corpo, aparentemente na submucosa, compatível com GIST. Submetida a gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2 e reconstrução em Y-de-Roux, sem intercorrências.
Resumo Discussão
O GIST e o adenocarcinoma gástricos são neoplasias distintas, originárias de diferentes camadas celulares e sua ocorrência em conjunto é raramente identificada, constituindo maioritariamente achados incidentais. Devido à coexistência das neoplasias, verificou-se necessidade de adaptar o planeamento cirúrgico e realizar maior extensão cefálica da margem de resseção proximal. A deteção precoce destas neoplasias síncronas é benéfica para a melhor definição da estratégia cirúrgica e consequente melhoria da qualidade de vida dos doentes.