XLVI Congresso

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Traumatismo Esplénico: Estudo Retrospectivo da Casuística de Quatro Anos (2021?2025) em um Centro Hospitalar Distrital.

Autores

Patrícia Bárbara, Rita Banza, Paulo Clara, Miguel Coelho dos Santos

Resumo Introdução

O traumatismo abdominal contuso (frequentemente por acidentes de viação e quedas de alta energia) é causa de morbilidade significativa. O baço é o órgão sólido intra-abdominal mais lesado, exigindo diagnóstico célere. O Tratamento Conservador é a abordagem de eleição em doentes estáveis, visando a preservação esplénica. A seleção rigorosa do doente e a gestão da falência do TC continuam a ser desafios cruciais na prática cirúrgica

Resumo Métodos

Estudo retrospectivo com 35 doentes politraumatizados com lesões esplénicas, admitidos entre setembro de 2021 e junho de 2025. Os dados foram recolhidos em base de dados e analisados por métodos descritivos

Resumo Resultados

Foram incluídos 35 pacientes. As etiologias foram Acidentes de Viação (n=20), Quedas (n=13), 1 atropelamento e 1 esfaqueamento. 11 doentes foram submetidos a cirurgia de emergência e 24 a tratamento conservador, com 2 falências. A distribuição por graus OIS-AAST foi: Grau V (5,7%), Grau IV (20%), Grau III (34%) e Grau I/II (40%). A esplenectomia foi realizada em 13 pacientes, resultando numa taxa de preservação esplénica de 62,8%. Registaram-se 6 complicações, sem mortalidade.

Resumo Discussão

O trauma esplénico é uma emergência cirúrgica. O tratamento conservador demonstrou ser eficaz no nosso centro. Contudo, a ausência de Radiologia de Intervenção limita a Angioembolização, impondo uma gestão baseada na rigorosa monitorização clínica e na cirurgia atempada. Os dados realçam a importância da adaptação da estratégia terapêutica ao contexto hospitalar distrital

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