Linfoma Esplénico Refratário com Esplenomegalia Massiva: Desafio Técnico
Autores
Nuno M. F. Gonçalves, Inês Arnaud, Cláudia Lima, Fábio Viveiros, Raquel Gomes, José Pedro Fernandes, Tiago Sá, Luísa Calais Pereira, Licínio Rego
Resumo Introdução
A esplenectomia continua a ter valor diagnóstico e terapêutico em linfomas esplénicos refratários, apesar dos riscos acrescidos em casos de esplenomegalia massiva. Pretende-se relatar um caso de esplenectomia gigante (3405g) num contexto de linfoma da zona marginal esplénico refratário à quimioimunoterapia.
Resumo Métodos
Mulher de 68 anos, com linfoma da zona marginal esplénico diagnosticado em 2022. Após terapêutica com Rituximab e R-CHOP, manteve esplenomegalia progressiva (30 cm) e citopenias. Após discussão multidisciplinar, foi proposta esplenectomia.
Resumo Resultados
Realizou-se esplenectomia total por laparotomia mediana, constatando-se esplenomegalia ocupando metade da cavidade abdominal. Apesar do tamanho, a posição anatómica das estruturas relevantes estava mantida. O pós-operatório decorreu sem intercorrências. Peça com 28×21 cm e 3405 g. Histologia: proliferação difusa de pequenas células B (CD20+, BCL2+, CD5?, CD10?, Ki-67 7%), compatível com linfoma esplénico não Hodgkin de baixo grau.
Resumo Discussão
A esplenectomia massiva representa um desafio técnico pela dimensão e vascularização do órgão, mas mantém utilidade diagnóstica e terapêutica em linfomas refratários, permitindo controlo sintomático e confirmação histológica. A abordagem cirúrgica aberta, em contexto multidisciplinar, permite a realização segura de esplenectomias massivas, mantendo papel relevante na gestão de linfomas esplénicos refratários.