Tumor Fibroso Solitário da Placa Cística: Desafio Diagnóstico e Implicações Cirúrgicas
Autores
Susan Vaz¹,², Carlos Soares¹,², Marinho Soares Almeida¹,², Luís Graça¹,², Silvestre Carneiro¹² ¹Serviço de Cirurgia Geral, ULS São João ²Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
Resumo Introdução
Lesões hepáticas sólidas diagnosticadas durante a investigação de patologia biliar podem constituir um desafio diagnóstico, sobretudo quando há suspeita de malignidade. O tumor fibroso solitário (TFS) da placa cística é uma neoplasia mesenquimatosa rara, que pode simular tumores primários hepáticos ou da vesícula biliar.
Resumo Métodos
Homem, 52 anos referenciado por suspeita de neoplasia da vesícula biliar. A tomografia computorizada revelou um lesão sólida da vesícula biliar, com relação com o segmento V do figado, sem metastização associada. Os marcadores tumorais (CEA e CA 19.9) eram normais. Após discussão multidisciplinar, propôs-se cirurgia. O paciente foi submetido a uma bissegmentectomia hepática 4b/5 e colecistectomia. O exame extemporâneo sugeriu um tumor mesenquimatoso com margens livres de doença
Resumo Resultados
A histologia definitiva confirmou um TFS da placa cística com critérios de bom prognóstico. O pós-operatório decorreu sem complicações.
Resumo Discussão
O TFS da placa cística é excecionalmente raro e frequentemente indistinguível de outros tumores em exames de imagem, justificando resseções alargadas para assegurar margens negativas. Os achados intraoperatórios e o exame extemporâneo foram determinantes para ajustar a extensão cirúrgica. Conclusão: O TFS da placa cística deve integrar o diagnóstico diferencial de lesões junto à vesícula biliar. A resseção completa pode oferecer um excelente prognóstico, reforçando a importância da abordagem multidisciplinar e do planeamento cirúrgico individualizado.