XLVI Congresso

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Linfoma Difuso de Grandes Células B da Mama: Um Desafio Diagnóstico Raro

Autores

Martins, M.F.; Carrasco, N.; Ruivo, R.; Escosteguy, J.; Albuquerque S.P.; Coelho, S.M.; Saramet, R.; Duro, E.

Resumo Introdução

O Linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) da mama representa 0,04%-0,5% de todos os cancros da mama. Atinge principalmente mulheres e a idade típica do diagnóstico é 50-60 anos. A biópsia da mama é essencial para o diagnóstico. Para ser considerado um primário da mama é crucial excluir a presença de doença sistémica.

Resumo Métodos

Mulher, 81 anos, encaminhada do Centro de Saúde por lesão da parede torácica com 1 ano de evolução. Ao exame objetivo verifica-se uma lesão, não ulcerada, móvel nos planos profundos, localizada no quadrante ínfero-externo da mama direita com extensão para a parede torácica. Realizou-se Mamografia e Ecografia mamária que confirmou extensa massa no quadrante ínfero-externo da mama direita com extensão à parede torácica. Procedeu-se a Microbiópsia guiada por ecografia. O resultado anatomopatológico foi de LDGCB. Fez TC TAP e PET sem evidência de doença sistémica.

Resumo Resultados

A doente foi discutida na consulta de Decisão Terapêutica da Mama, onde foi referenciada para consulta de Hemato-Oncologia, onde mantém seguimento. Iniciou quimioterapia R-CHOP.

Resumo Discussão

O LDGCB da mama é raro e pode ser facilmente confundido com cancro da mama, dada a sua semelhança na apresentação clínica. O diagnóstico é confirmado por biópsia. O estadiamento com PET confirma o carácter primário da doença. A quimioterapia R-CHOP é o tratamento padrão e a cirurgia da mama não está indicada. Apesar da sua agressividade, o prognóstico melhora quando o diagnóstico e o tratamento são realizados precocemente.

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