Quando o rastreio não basta: ptose orbitária como primeiro sinal de cancro de mama
Autores
Rita Dionísio Buco, Sofia Dias, Ana Luísa Rodrigues, Gustavo Capelão, Margarida Torgal, Fausto Carvalheira, Maria Inês Coelho, Miguel Coelho dos Santos
Resumo Introdução
O cancro da mama é o mais prevalente em mulheres em Portugal, sendo alvo de rastreio nacional, e embora as metástases orbitárias sejam um local de disseminação conhecido, a sua ocorrência como manifestação ab initio é extremamente rara Objetivo: Narrar apresentação inicial invulgar de cancro de mama
Resumo Métodos
Apresentação de caso clínico
Resumo Resultados
Mulher, 55 anos, sem antecedentes de relevo, com ptose palpebral esquerda com meses de evolução. Realizou biópsia de massa orbitária esquerda que revelou metástase de carcinoma lobular da mama, apesar de mamografia recente sem alterações. Nova mamografia e ecografia evidenciaram uma área sólida hipoecogénica e heterogénea com 5cm, compatível com massa palpável no quadrante superoexterno direito, cuja biópsia confirmou a neoplasia. Realizou RM mamária que mostrou adenopatias axilares ipsilaterais compatíveis com invasão axilar e outras duas áreas sugestivas de multifocalidade, sem evidência de outros locais de metastização no restante estadiamento. Dado tratar-se de um tumor cT3N+M1, com recetores hormonais positivos, HER2 negativo, a doente iniciou letrozol e ribociclib
Resumo Discussão
O cancro de mama tende a metastizar para osso, fígado, pulmão e cérebro. A metastização ocular, incomum, ocorre sobretudo em doentes já diagnosticados e no subtipo lobular, sendo este o 2º caso reportado em que a metástase orbitária foi a manifestação inicial Conclusão: Este caso ilustra a importância da suspeição clínica perante sintomas atípicos, mesmo na ausência de história oncológica