XLV Congresso

Consulta de Trabalho
Comunicação Oral (passado a Póster)

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Custo-Eficácia da Microbiologia da Bilis durante Colecistectomia por Colecistite Aguda

Autores

Pedro Pinto, Pedro Oliveira, Filipa Vilela, Catarina Chaves, José Tralhão

Resumo Introdução

Frequentemente é realizada drenagem da vesicula durante a colecistectomia, com envio da bílis para estudo microbiológico. Pretende-se avaliar a utilidade da microbiologia da bílis em doentes colecistectomizados por colecistite aguda e qual o impacto no tratamento dos doentes

Resumo Métodos

Fez-se o levantamento dos doentes submetidos a colecistectomia por colecistite aguda, em que houve colheita de bílis, durante 2 anos. Fez-se uma análise das características dos doentes, antibioterapia, necessidade de ajuste antibiótico, gérmenes identificados, dias de internamento e complicações

Resumo Resultados

Numa amostra de 127 doentes, 81.9% (104) foram tratados empiricamente com Piperacilina/Tazobactam, sendo que apenas 1,6% (2) necessitaram de ajuste de antibiótico. Ambos demonstraram ausência de sensibilidade ao antibiótico empírico (1 sob Piperacilina/Tazobactam e 1 sob Amoxicilina/Ac Clavulanico) e evidência de abcesso intra-abdominal como complicação pós operatória

Resumo Discussão

Uma análise de custo-eficácia mostra que, neste contexto, a microbiologia da bílis não parece ser relevante para o tratamento posterior dos doentes. Do ponto de vista de saúde, os doentes que necessitaram de ajuste de antibiótico foram tratados com Meropenem, antibiótico que eventualmente fosse utilizado sob tratamento empírico. Estes resultados dão oportunidade de realizar estudos multicêntricos, alargados a outros contextos (colecistectomia eletiva, colecistostomia, instrumentação da via biliar) cujos resultados podem ter impactos mais significativos

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