Lesão gástrica subepitelial - Nem todas são GIST
Autores
André Fontoura, Bruno Calisto, Alexandra Rocha, Andreia Amado, Mariana Santos, Amélia Tavares, Fernando Viveiros, Elsa Costa, Sílvio Vale, Bela Pereira
Resumo Introdução
Os tumores gástricos subepiteliais constituem um grupo heterogéneo, sendo os tumores do estroma (GIST) os mais frequentes. No entanto, outras neoplasias, como o schwannoma gástrico (SG), podem apresentar características semelhantes, dificultando o diagnóstico diferencial. O SG é uma neoplasia rara com origem nas células de Schwann do plexo nervoso mioentérico, correspondendo a menos de 1% de todos os tumores gástricos.
Resumo Métodos
Caso Clínico.
Resumo Resultados
Mulher, 54 anos. No estudo de uma epigastralgia, realizou uma endoscopia que identificou uma lesão gástrica extramucosa (3cm). A TC colocou como principal hipótese diagnóstica um GIST. Dada a proximidade ao piloro a condicionar abordagem cirúrgica, optou-se pela realização de ecoendoscopia para caracterização histológica. A biópsia revelou características morfológicas e imuno-histoquímicas (IHQ) sugestivas de SG. Foi decidida resseção cirúrgica (gastrectomia atípica laparoscópica) com intuito curativo. A histologia da peça operatória confirmou o diagnóstico.
Resumo Discussão
O SG é uma neoplasia rara, cuja apresentação clínica, imagiológica e endoscópica pode ser indistinguível de outras lesões subepiteliais. O exame anatomopatológico com análise do perfil IHQ (S100+, c-KIT-, DOG1- e desmina-) é fundamental para o diagnóstico. O reduzido número de casos descritos na literatura limita o conhecimento sobre o comportamento destes tumores. Embora a maioria seja benigna, existem casos raros descritos de malignidade. A resseção cirúrgica constitui o tratamento de eleição.