Do saco herniário ao diagnóstico oncológico
Autores
Mafalda Nunes, Miguel Eustáquio, Bárbara Tinoco, Andrea Abreu, Tiago Branco, Rita Camarneiro, Adriano Marques, Ágata Ferreira
Resumo Introdução
A hérnia inguinal é uma das patologias cirúrgicas mais comum. Em raras ocasiões, o saco herniário pode conter lesões metastáticas, sendo uma manifestação inicial de carcinomatose peritoneal. O reconhecimento precoce pode alterar significativamente o prognóstico e a abordagem terapêutica.
Resumo Métodos
Homem de 50 anos, intervencionado eletivamente por hérnia inguinal. Durante a intervenção identificada lesão nodular junto ao anel inguinal profundo que foi excisada e enviada para estudo anatomopatológico.
Resumo Resultados
O estudo revelou características compatíveis com implante peritoneal de adenocarcinoma. O estudo etiológico mostrou a presença de neoplasia do reto médio, metastização hepática e carcinomatose peritoneal. Inicialmente submetido a transversostomia derivativa seguido de tratamento sistémico, RAR, citorredutora e HIPEC.
Resumo Discussão
A carcinomatose peritoneal resulta da disseminação de células malignas, formando implantes tumorais difusos pela superfície do peritoneu, está frequentemente associada a neoplasias digestivas e ginecológicas. A presença de implantes peritoneais no saco herniário é rara, mas já documentada neste contexto. O envio de lesões anómalas para estudo anatomopatológico deve ser prática sistemática. Uma cirurgia eletiva de hérnia revelou-se determinante para o diagnóstico precoce de uma neoplasia oculta.