Quisto hepático gigante
Autores
Dra. Inês Bertão Colaço; Dra. Carolina Fernandes; Dra. Joana Romano; Dra. Maria João Ferreira; Dra. Débora Aveiro; Dr. André Tojal; Dr. Jorge Pereira.
Resumo Introdução
Os quistos hepáticos são tumores benignos que afetam cerca de 15% da população. Na maioria dos casos, os doentes são assintomáticos e o diagnóstico é incidental. No entanto, o quisto hepático gigante pode provocar sintomas, quer por efeito de massa, quer por complicações locais como hemorragia, obstrução biliar, rotura ou infeção.
Resumo Métodos
Descrição de um caso clínico.
Resumo Resultados
Doente do sexo feminino, de 60 anos, sem antecedentes pessoais relevantes, recorreu ao SU por dor abdominal associada a anorexia, sensação de enfartamento, aumento do perímetro abdominal e febre. Ao exame objetivo, detetou-se uma massa dolorosa no hipocôndrio direito e epigastro, com extensão até ao umbigo. Realizou estudo complementar que evidenciou elevação dos parâmetros inflamatórios em relação com rotura contida de quisto hepático gigante (18x11cm). Perante estes achados, colheu hemoculturas, iniciou antibioterapia e foi submetida a destelhamento laparoscópico do quisto hepático e toilette peritoneal. A doente apresentou uma evolução clínica e analítica favorável, tendo tido alta ao 3º dia de pós-operatório. As culturas foram negativas e a histologia revelou tratar-se de um quisto biliar simples.
Resumo Discussão
O quisto hepático gigante deve ser considerado no diagnóstico diferencial de massas intra-abdominais, sobretudo no sexo feminino. Se sintomático, recomenda-se destelhamento laparoscópico com cultura do líquido, histologia da parede do quisto e inspeção cuidada do seu interior com biópsia de áreas suspeitas de malignidade.