Leak anastomótico: como podem os sinais vitais ser um passo para o sucesso
Autores
Ana Rita Lourenço; Sónia Martins; Helena Devesa; Beatriz Louro; Renato Barradas; Aldo Jarimba; Olena Teslyak; Luís Ferreira
Resumo Introdução
A principal complicação da cirurgia colorectal é a ocorrência de leak anastomótico. Um diagnóstico precoce é essencial para a melhor resposta possível. O objetivo primordial deste estudo foi avaliar a importância da presença de taquicardia e hipotensão no diagnóstico de leak anastomótico no período pós-operatório de ressecção cólica oncológica.
Resumo Métodos
Estudo retrospetivo dos doentes submetidos a resseção cólica oncológica entre 1 de Janeiro de 2022 e 31 de Dezembro de 2023. Análise da frequência cardíaca e da pressão arterial do 1º ao 7º dia pós-operatório e a ocorrência de leak anastomótico.
Resumo Resultados
Foram submetidos a resseção cólica oncológica com anastomose primária, um total de 127 doentes com uma idade média de 70.9 anos. Do total das cirurgias, 87% foram eletivas e 13% urgentes; 57% foram por via laparotómica e 43% por via laparoscópica. A taxa de leak anastomótico foi de 7% (9 doentes). Foi possível verificar uma correlação entre a frequência cardíaca nos 3º e 4º dias pós-operatórios e a pressão arterial sistólica e a pressão arterial média no 1º dia pós-operatório, em relação à ocorrência de leak anastomótico (AUC >0.7).
Resumo Discussão
A taquicardia e a hipotensão podem ser consideradas sinais de alerta para a ocorrência de leak anastomótico. A suspeita de leak deve ter por base a avaliação clínica do doente e, em caso de dúvida, uma avaliação imagiológica. No futuro, será importante estabelecer padrões de risco que integrem sinais vitais, alterações analíticas e achados do exame físico.