Quando a icterícia esconde um Mirizzi: entre o diagnóstico difícil e a abordagem laparoscópica segura
Autores
Marta Moreira de Carvalho, Inês Rosário, Luísa Frutuoso, Tiago Fonseca, Diogo Silva, Jéssica Neves, Tiago Ferreira, Mário Nora
Resumo Introdução
Apesar da elevada prevalência da litíase vesicular, a síndrome de Mirizzi é uma complicação rara (0.1-2% dos casos). O seu diagnóstico e tratamento são um desafio, sobretudo nos estadios com fístula estabelecida.
Resumo Métodos
Apresentar, sob a forma de poster, um caso clínico sobre o tratamento de uma síndrome de Mirizzi.
Resumo Resultados
Mulher 39 anos internada por icterícia obstrutiva com dilatação das vias biliares intra e extra hepáticas. Os exames complementares de diagnóstico revelaram litíase síncrona. Optou-se por estratégia inversa com tratamento da coledocolitiase por CPRE. Em segundo tempo, durante a colangiografia intra-operatória, detetada litíase residual e síndrome de Mirizzi tipo II tratado com colecistectomia e coledocolitotomia transcoledócica com encerramento da via biliar principal sob dreno de Kehr por laparoscopia, sem intercorrências.
Resumo Discussão
A síndrome de Mirizzi é uma causa rara de icterícia e um desafio diagnóstico, dada a baixa acuidade dos exames complementares. A associação da ColangioRM com CPRE pode aumentar a acuidade até 85%, embora, como neste caso, o diagnóstico é muitas vezes intra-operatório. O tratamento deve ser individualizado, consoante o tipo, a inflamação local e experiência da equipa. A via minimamente invasiva é preferível, com todas as vantagens a si inerentes. Este caso ilustra os desafios atuais na síndrome de Mirizzi, sublinhando que, mesmo quando o diagnóstico é intra-operatório, o tratamento laparoscópico pode ser realizado com segurança por equipas experientes.