Linfoma Pancreático Primário: Um Caso Clínico.
Autores
Daniela Lira, Madalena Cabral, Inês Rodrigues, Pedro Trino, Maria João Carvalho, Maria Miranda, Maria Costa, Ana Valente Costa, Júlio Alves, Joana Noronha
Resumo Introdução
O linfoma pancreático primário (LPP) é raro e pode mimetizar adenocarcinoma, dificultando o diagnóstico. A diferenciação é crucial por implicar terapêuticas e prognósticos distintos.
Resumo Métodos
Apresentação de um caso de LPP com evolução atípica, destacando os desafios diagnósticos e terapêuticos.
Resumo Resultados
Homem de 77 anos, admitido no SU por história de síncope e melenas, realizou EDA que revelou úlcera gástrica sem hemorragia ativa. Por dor abdominal, realizou TC AP em contexto de urgência, sugestiva de pancreatite ou sequela devido a um aumento heterogéneo do pâncreas, sem dilatação ductal. No 4º dia de internamento desenvolveu icterícia obstrutiva. Estudo complementar com CPRM mostrou ectasia biliar e duas massas pancreáticas sugestivas de LPP. O resultado da biópsia gástrica demonstrou linfoma B difuso de grandes células. Realizou CPRE com colocação de prótese biliar. PET-CT evidenciou envolvimento metabólico do pâncreas, estômago e gânglios. Iniciou corticoterapia, seguida de R-CHOP, que foi suspenso por toxicidade; o doente foi encaminhado para cuidados paliativos.
Resumo Discussão
Massas pancreáticas volumosas com escassa dilatação ductal devem levantar suspeita de LPP. A confirmação é histológica, idealmente por ecoendoscopia. O tratamento é sistémico e não cirúrgico. O reconhecimento precoce do linfoma primário do pâncreas (LPP) permite evitar cirurgia e instituir terapêutica dirigida, com impacto prognóstico.